sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri corre o risco de fechar

Às voltas com cortes de verbas pelo quarto ano consecutivo, várias universidades mineiras foram surpreendidas em processo de expansão e temem parar de funcionar até o fim do ano
TEÓFILO OTONI – A situação é crítica na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, criada estrategicamente para atender alunos da região mais carente de Minas. Em pleno processo de expansão, a instituição tem R$ 60 milhões em obras paralisadas. Se não houver mudanças no cenário, o reitor Gilciano Saraiva Nogueira avisa que até o fim do ano os câmpus param. “Teremos de parar por falta de recurso de custeio para pagar energia elétrica, água etc.. No caso de investimentos, pode-se parar obra, não comprar equipamento, mas para o custeio, se nada for feito, não temos alternativa. É questão de insolvência”, destaca.
De um total de R$ 34,7 milhões para manutenção, R$ 24,6 (70,8%) foram liberados para a UFVJM. Das verbas de investimento, apenas R$ 5,5 milhões (30%) foram liberados, de um total de R$ 18,4 milhões. À universidade, o Ministério da Educação afirmou que o quadro é um dos piores do país. “A situação é bastante desafiadora. Nossa universidade é uma das mais jovens de Minas e acabamos abraçando uma área muito grande. Aceitamos expansão para Unaí (Noroeste do estado) e Janaúba (Norte), sendo que já tínhamos câmpus em Teófilo Otoni (Vale do Mucuri) e o de Diamantina. Os cortes vieram exatamente no início dessas expansões”, conta o reitor.
Com o arrocho, foram mantidas apenas as obras tidas como essenciais, como um prédio administrativo e salas de aula em Unaí e Janaúba. A situação se agrava já que, além da expansão territorial, a instituição passou por crescimento interno, com a criação de dois cursos de medicina em Teófilo Otoni e Diamantina, sendo abertas vagas para professores e alunos. Em plena crise, foi preciso improvisar sala de aula em bloco administrativo. Havia perspectiva de contratação de 120 professores em Janaúba e 120 em Unaí, tendo sido obtida liberação de pouco mais de 50 docentes em cursos de difícil implantação, como veterinária e agronomia. Em Unaí e Janaúba, escolas estaduais estão cedendo salas para os universitários.
“Não sabemos mais o que fazer. Acumulamos um déficit de quase R$ 9 milhões”, diz Gilciano Nogueira. Dívida que pode aumentar se não houver recursos suplementares e for mantido o contingenciamento (valor previsto em orçamento, mas bloqueado pelo governo). A UFVJM não tem biblioteca nem restaurante universitário. “A assistência estudantil permanente, de moradia e restaurante, é a que segura o aluno. Estamos perdendo estudantes por falta dessas condições”, relata o representante da federal. Com dívidas e investimentos parados, o reitor afirma que conseguiu R$ 300 mil de emenda parlamentar e cobra posição dos deputados federais mineiros. “Falta empenho e envolvimento dos políticos de Minas para resolver essa situação”, afirma. “O sentimento é de abandono em uma instituição que ainda está em processo de estruturação. Essa universidade hoje é o maior sonho da população.”
O problema é generalizado, e ameaça o fechamento das instituições federais em todo o estado
Cifras de milhões de reais a receber, paralelamente a déficits e dívidas na mesma proporção. O dinheiro esperado que ainda não apareceu nos cofres das universidades brasileiras ameaça levar instituições de ensino superior sediadas em Minas à bancarrota. O estado tem a maior concentração de escolas mantidas pela União: 11. Todas agonizam por causa de cortes sucessivos de verbas que culminam em atrasos, retenções e contingenciamentos (bloqueios) de recursos pelo quarto ano consecutivo. Muitas delas, sem uma solução imediata, temem que até o fim do ano parem de funcionar.
Segundo levantamento feito em sete das federais mineiras, são pelo menos R$ 754 milhões previstos na lei orçamentária deste ano e R$ 179 milhões (23,7%) ainda não liberados ou contingenciados. Em agosto do ano passado, foi anunciado o segundo corte orçamentário feito pela União no prazo de um ano e meio. A previsão do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle, portal do Ministério da Educação que trata do orçamento, era de redução média de 45% nas verbas de investimento (cerca de R$ 350 milhões) nas 63 universidades públicas do país para 2017. Nos recursos destinados ao custeio, a diminuição era de 18% na comparação com o que havia sido previsto para 2016. (Fontes: EM e Portal UAI)

Condutor de moto morre em acidente na BR-116, próximo a Campanário

Um homem de 29 anos morreu em um grave acidente na noite desse domingo (06/08/2017) na altura do quilômetro 329 da BR-116, próximo a Campanário, no Vale do Rio Doce. José Carlos Pereira de Souza conduzia uma motocicleta quando, em uma curva, se envolveu em uma colisão frontal com uma carreta que transitiva em direção contrária.

Com o impacto do acidente, o motociclista ficou gravemente ferimento e veio a óbito no local. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a vítima não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
A Perícia Técnica da Polícia Civil compareceu ao local e após os trabalhos de praxe, o corpo foi removido ao Instituto Médico Legal (IML) em Teófilo Otoni. As causas do acidente ainda serão apuradas.
Moto ficou destruída após o acidente (Foto: Divulgação)



Condutor de moto morre em acidente na BR-116, próximo a Campanário |

Avião da Polícia Militar sofre acidente no aeroporto de Teófilo Otoni

Um avião operado pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) se acidentou durante o pouso no aeroporto de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, na manhã desta terça-feira (08/08/2017). A aeronave tem a identificação do Previncêndio, força-tarefa do Governo de Minas para atuar no combate a incêndios florestais na época da seca.

O socorro foi prestado por militares do Corpo de Bombeiros da cidade e todos os tripulantes passam bem. As imagens do local indicam que a aeronave foi parar fora da pista.
De acordo com o tenente-coronel Olímpio Garcia, comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope), dois militares da unidade estavam na aeronave, além do piloto, e se encaminhavam para uma missão do batalhão na zona rural de Padre Paraíso, no Vale do Jequitinhonha.
Informações iniciais dão conta de que houve uma falha no trem de pouso da aeronave, modelo Cessna 210L, ocasionando a saída de pista e danificando o conjunto de hélices e a chapa inferior da fuselagem.
Em nota, a Polícia Militar informou que os militares que estavam na aeronave iriam ao município de Padre Paraíso para desarmar explosivos na cidade.
“O Cesna 210 da Esquadrilha Guará – operados pela PMMG, fez um pouso brusco com saída de pista no aeródromo de Teófilo Otoni. Não houve feridos. Danos materiais relativos ainda serão apurados. O SERIPA 3 (Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) e seguradora acionados, para apurar o sinistro e todas as demais informações serão passadas oportunamente. Graças à Deus todos passam bem. A missão da tripulação era trasladar dois militares do Esquadrão AntiBombas do BOPE (PMMG) para desarmar explosivos localizados no município de Padre Paraíso. Após o ocorrido, militares do BOPE seguiram para o cumprimento da missão.”

O Cesna 210 da Esquadrilha Guará – operados pela PMMG, fez um pouso brusco com saída de pista no aeródromo de Teófilo Otoni. Não houve feridos. Danos materiais relativos ainda serão apurados. O SERIPA 3 (Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) e seguradora acionados, para apurar o sinistro e todas as demais informações serão passadas oportunamente. Graças à Deus todos passam bem. A missão da tripulação era trasladar dois militares do Esquadrão AntiBombas do BOPE (PMMG) para desarmar explosivos localizados no município de Padre Paraíso. Após o ocorrido, militares do BOPE seguiram para o cumprimento da missão.”
Avião saiu da pista em Teófilo Otoni (Foto: Divulgação/PM)
Avião saiu da pista em Teófilo Otoni (Foto: Divulgação/Bombeiros)
Avião saiu da pista em Teófilo Otoni (Foto: Divulgação/PM)
Avião saiu da pista em Teófilo Otoni (Foto: Divulgação/PM)

UFVJM corre o risco de fechar as portas

A situação é crítica na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, criada estrategicamente para atender alunos da região mais carente de Minas. Em pleno processo de expansão, a instituição tem R$ 60 milhões em obras paralisadas. Se não houver mudanças no cenário, o reitor Gilciano Saraiva Nogueira avisa que até o fim do ano os câmpus param. “Teremos de parar por falta de recurso de custeio para pagar energia elétrica, água etc. No caso de investimentos, pode-se parar obra, não comprar equipamento, mas para o custeio, se nada for feito, não temos alternativa. É questão de insolvência”, destaca.
De um total de R$ 34,7 milhões para manutenção, R$ 24,6 (70,8%) foram liberados para a UFVJM. Das verbas de investimento, apenas R$ 5,5 milhões (30%) foram liberados, de um total de R$ 18,4 milhões. À universidade, o Ministério da Educação afirmou que o quadro é um dos piores do país. “A situação é bastante desafiadora. Nossa universidade é uma das mais jovens de Minas e acabamos abraçando uma área muito grande. Aceitamos expansão para Unaí (Noroeste do estado) e Janaúba (Norte), sendo que já tínhamos câmpus em Teófilo Otoni (Vale do Mucuri) e o de Diamantina. Os cortes vieram exatamente no início dessas expansões”, conta o reitor.
Com o arrocho, foram mantidas apenas as obras tidas como essenciais, como um prédio administrativo e salas de aula em Unaí e Janaúba. A situação se agrava já que, além da expansão territorial, a instituição passou por crescimento interno, com a criação de dois cursos de medicina em Teófilo Otoni e Diamantina, sendo abertas vagas para professores e alunos. Em plena crise, foi preciso improvisar sala de aula em bloco administrativo. Havia perspectiva de contratação de 120 professores em Janaúba e 120 em Unaí, tendo sido obtida liberação de pouco mais de 50 docentes em cursos de difícil implantação, como veterinária e agronomia. Em Unaí e Janaúba, escolas estaduais estão cedendo salas para os universitários.
“Não sabemos mais o que fazer. Acumulamos um déficit de quase R$ 9 milhões”, diz Gilciano Nogueira. Dívida que pode aumentar se não houver recursos suplementares e for mantido o contingenciamento (valor previsto em orçamento, mas bloqueado pelo governo). A UFVJM não tem biblioteca nem restaurante universitário. “A assistência estudantil permanente, de moradia e restaurante, é a que segura o aluno. Estamos perdendo estudantes por falta dessas condições”, relata o representante da federal. Com dívidas e investimentos parados, o reitor afirma que conseguiu R$ 300 mil de emenda parlamentar e cobra posição dos deputados federais mineiros. “Falta empenho e envolvimento dos políticos de Minas para resolver essa situação”, afirma. “O sentimento é de abandono em uma instituição que ainda está em processo de estruturação. Essa universidade hoje é o maior sonho da população.”
O problema é generalizado e ameaça o fechamento das instituições federais em todo o estado
Cifras de milhões de reais a receber, paralelamente a déficits e dívidas na mesma proporção. O dinheiro esperado que ainda não apareceu nos cofres das universidades brasileiras ameaça levar instituições de ensino superior sediadas em Minas à bancarrota. O estado tem a maior concentração de escolas mantidas pela União: 11. Todas agonizam por causa de cortes sucessivos de verbas que culminam em atrasos, retenções e contingenciamentos (bloqueios) de recursos pelo quarto ano consecutivo. Muitas delas, sem uma solução imediata, temem que até o fim do ano parem de funcionar.
Segundo levantamento feito em sete das federais mineiras, são pelo menos R$ 754 milhões previstos na lei orçamentária deste ano e R$ 179 milhões (23,7%) ainda não liberados ou contingenciados. Em agosto do ano passado, foi anunciado o segundo corte orçamentário feito pela União no prazo de um ano e meio. A previsão do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle, portal do Ministério da Educação que trata do orçamento, era de redução média de 45% nas verbas de investimento (cerca de R$ 350 milhões) nas 63 universidades públicas do país para 2017. Nos recursos destinados ao custeio, a diminuição era de 18% na comparação com o que havia sido previsto para 2016.
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Avião da PM faz pouso forçado e sai da pista em Teófilo Otoni

Aeronave transportava militares para uma ocorrência em Padre Paraíso; prefeito de Teófilo Otoni gravou imagens momentos após o ocorrido


Por G1 Vales de Minas Gerais
 

Avião da PM faz pouso forçado e sai da pista em Teófilo Otoni

Aeronave Cessna 210, da Polícia Militar, fez um pouso forçado na manhã desta terça-feira (8) em Teófilo Otoni (MG). O avião chegou a sair da pista do aeroporto por conta do incidente, segundo a assessoria de imprensa da PM; ninguém ficou ferido.
O prefeito da cidade, Daniel Sucupira (PT), gravou imagens do local onde a aeronave fez o pouso forçado (veja o vídeo acima). As imagens foram gravadas no aeroporto de Teófilo Otoni, enquanto o prefeito esperava pelo governador Fernando Pimentel (PT), para a inaugurar de uma escola na comunidade de Laginha, zona rural do município.
Técnicos do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA) vão investigar as causas do incidente. A missão da aeronave era transportar dois militares do esquadrão antibombas.
A equipe tinha saído de Belo Horizonte rumo a cidade de Padre Paraíso, distante cerca de 112 km de Teófilo Otoni. Nesta segunda-feira, militares do pelotão de meio ambiente, haviam apreendido 12 bananas de dinamite com garimpeiros que atuavam em uma localidade conhecida como Córrego da Raposa.
Por se tratar de material explosivo, apenas os militares do esquadrão antibombas podem realizar a remoção. Ainda segundo a polícia, após o ocorrido os militares do BOPE seguiram para o destino planejado.
Avião da PM faz pouso forçado e sai da pista em Teófilo Otoni | Vales de Minas Gerais | G1


quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Doméstica de 68 anos é resgatada em condições análogas à escravidão, em Rubim

Em: Polícia Imprimir Email
Empregadora não pagava o salário da doméstica e ainda usava o dinheiro da pensão que ela recebia pela morte do marido, diz Ministério do Trabalho

RUBIM – Uma idosa de 68 anos foi resgatada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em uma situação de trabalho semelhante a escravidão em um distrito de Rubim, no Vale do Jequitinhonha, no início desta semana. Segundo informações do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de Almenara, que está acompanhando o caso, a mulher trabalhava como empregada doméstica em uma fazenda.

De acordo com a procuradora do Trabalho, Juliane Mombelli, que integra o Grupo Especial de Fiscalização Móvel, além de não pagar o salário da doméstica, a empregadora, de 50 anos, que não teve a identidade revelada, ainda usava o dinheiro da pensão que a idosa recebia pela morte do marido, e chegou a fazer três empréstimos consignados, num total de R$ 9 mil em nome da empregada.

A denúncia anônima foi feita à Procuradoria do Trabalho em Teófilo Otoni e repassada à Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conaete) do MPT, que acionou o grupo especial.

Juliane Mombelli conta que a doméstica trabalhava em situação análoga à de escravo há cerca de oito anos. Além de não receber o salário pelo trabalho doméstico, a empregadora ainda sacava o dinheiro do benefício da pensão para pagar dívidas que a idosa tinha em um pequeno comércio da família da empregadora.

“Ela é uma pessoa idosa, analfabeta, não sabia a quem recorrer. Era conhecida da família e, quando o marido morreu, ficou desamparada, e a empregadora encaminhou os documentos para receber o benefício da pensão. A empregadora alegou que não repassava o benefício porque ela tinha uma dívida no pequeno comércio, que é de propriedade da empregadora. Isso caracteriza servidão por dívida”, explicou a procuradora.

Mombelli explicou que a idosa cuidava da casa de três quartos, onde moravam a empregadora, dois filhos e uma neta. A idosa morava em um quarto separado da casa, com um filho maior de idade.

O Ministério do Trabalho informou que irá instaurar um processo e que as investigações sobre o caso continuam. A coordenadora do Cras de Almenara informou que a doméstica e o filho foram retirados da fazenda e levados para um local provisório de moradia, no Centro de Rubim.

Punição

Segundo o coordenador do Grupo Móvel e auditor fiscal do Ministério do Trabalho, Geraldo Fontana, foi lavrado um auto de infração e determinado o pagamento das verbas trabalhistas pela empregadora, que terá que pagar cerca de R$ 72 mil pelos últimos cinco anos não pagos. (Fonte: G1 dos Vales)

Mulher é presa com 70 quilos de maconha dentro de ônibus em Teófilo Otoni

De acordo com a PRF, a droga estava dividida em 68 tabletes em duas malas. Mulher confessou que entregaria o material para um homem em Natal (RN). Esta foi a segunda grande apreensão em quatro dias pela Polícia Rodoviária Federal da cidade
TEÓFILO OTONI – A Polícia Rodoviária Federal apreendeu 70 quilos de maconha em um ônibus, que seguia de São Paulo para o Rio Grande do Norte, na manhã desta quarta-feira (26). A apreensão foi na BR-116, em Teófilo Otoni, durante uma fiscalização de rotina. De acordo com a PRF, a droga estava dividida em 68 tabletes dentro de duas malas, que pertenciam uma mulher de 47 anos. Ela foi presa em flagrante.
A mulher disse à PM que desembarcaria na rodoviária de Natal e iria entregar a droga para um homem, e, receberia R$ 3 mil pelo serviço.
Dentro do ônibus também foi preso, um passageiro que possuía um mandado de prisão em aberto, por posse de arma de fogo. Os dois foram encaminhados para delegacia de Teófilo Otoni.
No último sábado (22), uma mulher de 18 anos também foi presa na BR-116, transportando quase 04 quilos de pasta base de cocaína. O veículo seguia de São Paulo para recife e foi abordado pela Polícia Rodoviária Federal durante uma fiscalização de rotina.



Agente penitenciário morre ao colidir contra carreta na BR-116

Ele era agente penitenciário e seguia para Teófilo Otoni, onde trabalhava. Rapaz perdeu o controle do veículo em uma curva e bateu em uma carreta que seguia na direção contrária
TEÓFILO OTONI – O jovem Gabriel Guimarães, de 22 anos de idade, morreu na manhã desta quinta-feira (27) em um acidente na BR-116, na zona rural de Ponto dos Volantes. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, ele perdeu o controle do veículo em uma curva, invadiu a pista contrária e colidiu contra uma carreta.
Ainda de acordo com a PRF, o jovem era agente penitenciário e seguia em direção a Teófilo Otoni, onde trabalhava; ele morreu no local. O motorista da carreta sofreu lesões leves e foi encaminhado para um hospital em Itaobim.
Com o impacto da batida, tanto o carro quanto a carreta saíram da pista. O trânsito só foi parcialmente interditado durante a retirada dos veículos do local, sendo liberado pouco tempo depois.


Emendas, promessas de cargos e pacote de bondades: veja as estratégias de Temer para barrar denúncia na Câmara

Denúncia por corrupção passiva contra presidente foi rejeitada nesta quarta-feira (2) em votação no plenário e não será analisada pelo STF enquanto Temer estiver no cargo.


Por G1
 
Bilhões liberados em emendas parlamentares, promessa de cargos a partidos, pacote de bondade para a bancada ruralista e ministros em ação no plenário foram algumas das estratégias usadas pelo governo Michel Temer para conseguir barrar na Câmara denúncia contra ele apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR).
Era necessário o aval da Câmara para que a denúncia por corrupção passiva continuasse o trâmite no Supremo Tribunal Federal (STF), e foi rejeitada nesta quarta-feira (2) por 263 votos, contra 227 pela continuidade do processo.
No pronunciamento que fez após o resultado, Temer afirmou que a rejeição não foi uma vitória pessoal. "A decisão soberana do parlamento não é uma vitória pessoal de quem quer que seja, mas é uma conquista do estado democrático, da força das instituições e da própria Constituição", disse. Veja aqui o pronunciamento na íntegra.

Veja as estratégias de Temer para barrar a denúncia na Câmara

  • Emendas parlamentares
Nas três primeiras semanas de julho, mês que antecedeu à votação da denúncia contra Temer no plenário da Câmara, o governo liberou R$ 2,11 bilhões em emendas parlamentares – valor equivalente ao total de todo o primeiro semestre.
De janeiro a junho deste ano, o Planalto destinou R$ 2,12 bilhões para emendas, sendo R$ 2,02 bilhões só no mês de junho, quando foi apresentada a denúncia contra Temer pela PGR e começou o processo de análise na Câmara. Para efeito de comparação, nos cinco primeiros meses do ano, o governo liberou R$ 102 milhões ao todo, mostra levantamento da ONG Contas Abertas.
O Planalto afirma que a liberação de emendas são uma imposição legal e que só está cumprindo a lei.
Liberação de emendas parlamentares segundo a ONG Contas Abertas (Foto: Arte/G1)Liberação de emendas parlamentares segundo a ONG Contas Abertas (Foto: Arte/G1)
Liberação de emendas parlamentares segundo a ONG Contas Abertas (Foto: Arte/G1)
Emendas são recursos previstos no Orçamento com aplicação indicada pelo parlamentar. Esse dinheiro tem de ser obrigatoriamente empregado em projetos e obras nos estados e municípios. A liberação dos recursos é obrigatória, e o governo tem todo o ano para fazer os repasses.
A primeira etapa da análise da denúncia na Câmara foi a votação de parecer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Dos 40 deputados que votaram a favor de Temer, 36 receberam R$ 134 milhões em emendas em junho. A votação na comissão ocorreu em 13 de julho e rejeitou o parecer pela continuidade da denúncia. Os deputados que votaram contra Temer receberam, no mesmo período, metade do valor em emendas: R$ 66 milhões.
A CCJ aprovou por 41 a 24 o relatório alternativo do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) pela rejeição da denúncia. Entre os parlamentares favoráveis a Temer, Abi-Ackel foi o que recebeu o maior valor em emendas: R$ 5,1 milhões.
A oposição acusa Temer de comprar votos. A Rede e o PSOL pediram à PGR que investigue a liberação de emendas pelo governo durante a tramitação da denúncia na Câmara.
  • Promessas de cargos
Na véspera da votação no plenário, Temer autorizou interlocutores a sinalizar a deputados com cargos de 2º e 3º escalões para que eles votassem contra a denúncia da PGR, informou a colunista do G1 Andréia Sadi.
Com a vitória na Câmara, Temer se prepara para enfrentar a demanda dos deputados do centrão por mais espaço ministerial. Eles cobram do Planalto os cargos ocupados pelo PSDB no governo, informa Sadi. O partido liberou a bancada, mas o líder tucano, Ricardo Trípoli, orientou voto contra Temer.
Segundo a colunista Cristiana Lôbo, partidos que fecharam questão a favor de Temer, em particular o PP, PR e o próprio PMDB, cobraram do presidente mais espaço no governo em troca de apoio.O Podemos e uma ala mais insatisfeita do PMDB pediram vagas no Incra, Funasa e Caixa Econômica Federal.
  • Pacote de bondade para ruralistas
Para conquistar votos da bancada ruralista, que tem 231 deputados, Temer decidiu atender importantes demandas do grupo.
Na véspera da votação no plenário, o governo publicou no "Diário Oficial da União" uma medida provisória (MP) que permite aos produtores e empresários do agronegócio pagar dívidas previdenciárias com desconto e mais prazo. O texto também reduz a alíquota paga pelos produtores ao Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural).
As condições de pagamento das dívidas com contribuições previdenciárias permitem redução de 25% no valor das multas, pagamento sem juros e em até 176 prestações. No mesmo dia em que publicou a medida, Temer almoçou com membros da bancada ruralista.
Os agrados aos ruralistas, porém, começaram ainda na fase de análise da denúncia na CCJ. Na época, Temer anunciou R$ 103 bilhões do Banco do Brasil para a próxima safra e sancionou a lei criada a partir da MP 759, chamada pelos ambientalistas de "MP da grilagem", informou "O Globo". Segundo o jornal, a MP muda regras da reforma agrária e regula a compra de terras em áreas de proteção ambiental para produção agrícola.
  • Ministros em ação
Além da atuação dos aliados na Câmara, Temer mobilizou sua tropa de choque no primeiro escalão para garantir votos que barrassem a denúncia. Nos dias que antecederam à votação em plenário, os ministros foram convocados a ficar em Brasília de "plantão" para atender às demandas dos deputados, informou o colunista do G1 Gerson Camarotti.
Os ministros também atuaram diretamente no plenário – dez deles reassumiram os mandatos de deputado para votar a favor de Temer e também articular apoios durante a votação.
  • Trocas na CCJ
Para derrotar na CCJ o parecer de Jorge Zveiter que recomendava a continuidade da denúncia, o governo promoveu uma dança das cadeiras entre os membros da comissão. Os partidos aliados fizeram 26 remanejamentos entre os integrantes do colegiado, substituindo deputados que haviam indicado voto contra Temer.
O troca-troca causou protestos e críticas por parte da oposição e de parlamentares dissidentes da base, que chegaram a recorrer ao STF na tentativa de anular as mudanças de membros da CCJ.
  • Municípios e estados
Na véspera da votação do parecer sobre a denúncia na CCJ, Temer anunciou um programa de apoio a concessões nos municípios e estados, que prevê a destinação de R$ 5,7 bilhões para investimentos de mobilidade urbana e saneamento, e um crédito de R$ 2 bilhões via Banco do Brasil para financiamento de projetos de saúde, educação, eficiência energética, modernização da gestão e infraestrutura viária.